quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Leishmaniose (CALAZAR) preocupa população de Santa Filomena (PE)


O calazar é a segunda doença parasitária que mais mata no mundo - apenas a malária é mais mortal. Assim como a doença de Chagas e a doença do sono, o calazar é uma das mais perigosas doenças tropicais negligenciadas (DTNs).

Em Santa Filomena a doença começa a assustar  a população, agentes de  saúde da SUCAM,  estão fazendo o monitoramento e coleta de  sangue de animais que possível mente  esteja infectados com a doença.

No distrito do Socorro da Feira já foram constatados  três casos da doença em seres humanos e tem dois  suspeitos.

Na cidade um caso foi registrado e o paciente já se encontra em tratamento medico.

A nossa equipe acompanhou o trabalho da equipe  essa semana no distrito do Socorro e  na cidade.

No distrito do Socorro e sítios vizinhos  60 cães foram coletados o sangue  e feito testes que acusou  em 23 dos 60 estarem possivelmente infectados. Uma média considerada altíssima.

Na cidade apenas 10 cães foram identificados com o possível vírus do calazar.

O calazar é causado por picadas do mosquito-palha phlebotomina, vetor que transmite o parasite leishmania. Os mosquitos se alimentam de sangue de animais e de humanos para desenvolver seus ovos.

Se o sangue contendo parasitas leishmania for sugado de um animal ou de um humano, a próxima pessoa que for picada também será infectada e desenvolverá a leishmaniose.

Meses após a infecção inicial, a doença pode evoluir para uma forma mais grave, chamada leishmaniose visceral ou calazar.


Sintomas do calazar
Inicialmente, parasitas leishmania causam feridas no local da picada do mosquito-palha. Se a doença progredir, ela ataca o sistema imunológico.
O calazar se manifesta de dois a oito meses após a infecção com sintomas mais generalizados, incluindo febre prolongada e fraqueza.

Diagnosticando o calazar
Os testes mais efetivos para diagnóstico de leishmaniose são invasivos e potencialmente perigosos, pois demandam amostras de tecido, gânglios linfáticos ou da medula espinhal. Esses testes requerem instalações laboratoriais e especialistas que não estão disponíveis imediatamente em áreas endêmicas e com poucos recursos.

O método mais comum para diagnosticar o calazar é por meio do teste da tira reagente. Entretanto, esse método é muito problemático. Em áreas endêmicas, pessoas podem ser infectadas pelo calazar, mas podem não desenvolver a doença. Assim, nenhum tratamento será demandado.

Infelizmente, o teste da tira reagente detecta apenas se o paciente é imune ao calazar. Então, se o parasita estiver presente, o teste vai apontar que a pessoa tem a doença. Por isso, não pode ser usado para verificar se o paciente está curado, se foi reinfectado ou se teve uma recaída.

Tratando o calazar
Existem diferentes opções de tratamento para o calazar, com efetividade e efeitos colaterais variados. Antimônios pentavalentes são, normalmente, o grupo de medicamentos de primeira linha, administrados como tratamentos de 30 dias de injeções intramusculares.

Enquanto antimônios são bastante tóxicos e representam um risco aos pacientes que recebem o tratamento, aqueles que são curados do calazar quase sempre desenvolvem imunidade vitalícia. Pesquisadores esperam identificar formas de simplificar os regimes de tratamento, melhorar a segurança e reduzir o risco de resistência a medicamentos.

(Filonoticias.Net)

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