sexta-feira, 10 de junho de 2016

Quem matou a menina Beatriz? Ninguém sabe, ninguém vi


Menina Beatriz

Passados seis meses do bárbaro assassinato da menina Beatriz, ninguém sabe de nada.  Ninguém viu. Mas, a pergunta continua no ar e Petrolina e Juazeiro nunca tiveram tão unidas para desvendar um crime.
Nenhum caso criminal foi registrado na história de Petrolina com tamanha indignação da sociedade. Simplesmente, ninguém viu o assassino, ninguém sabe quem matou a garotinha, Beatriz, de apenas cinco anos de idade.
Já mexeram com muita gente. Já pediram a Presidente da República, ao Governador do Estado, a Policia Federal, a Promotoria Pública Federal e Estadual, já mencionaram conhecedores profundo de técnicas de como elucidar crimes e nada.
A Policia Civil já fez de tudo. O Delegado do caso fala do acompanhamento permanente e diz que tudo vai se resolver. E nada se resolve, porque eles sabem que o crime foi quase perfeito.
Existem sim, as linhas de investigação, mas todas elas desaguam em nada, porque não tem consistência. Ainda faltam elementos para se chegar a um denominador comum.
Enquanto isso a sociedade civil de Petrolina e Juazeiro se organizam em protestos e nas manifestações pedem justiça e pedem que o caso seja solucionado.
A escola, onde o crime ocorreu, as vezes injustiçada com as acusações, fica vulnerável diante da situação insolúvel.
O caso está na mídia, mas os investigadores tem dificuldade de elucida-lo porque não tem elementos suficientes para acusar ou envolver alguém. Portanto é preciso mais paciência e menos acusações baratas.
A Polícia técnica foi preparada para solucionar e resolver esses casos. Se não conseguiu até agora é porque ainda não reuniu os elementos necessários que possam indicar o responsável ou os responsáveis pelo monstruosidade do assassinato da garota.
As inquietações vão permanecer, as indignações vão continuar, os manifestos não podem parar. A sociedade precisa de uma resposta concreta e não de um faz de conta.
Entendemos que a polícia está tendo dificuldades em elucidar o caso, mas não podemos é desistir. O assassino existe, ele está por ai, precisamos é alimentar isso na cabeça de todas as pessoas e aos órgãos responsáveis pela investigação, de não desistir, não desanimar, não parar.
Enquanto isso, os amigos, a família e a sociedade das duas cidades, que se uniram, devem permanecer promovendo os manifestos porque uma hora a casa cai.
O que dói mais é que na mente da família, dos amigos e dos que acompanham o caso uma frase teima em continuar fustigando as pessoas: Quem matou Beatriz?

Vinicius de Santana

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