sábado, 26 de maio de 2018

Equipe da TV Grande Rio é hostilizada durante cobertura de protesto na BR 407


Uma equipe da TV Grande Rio está sendo, neste momento, ameaçada, hostilizada e agredida por manifestantes na BR 407 sentido a Afrânio-PE. Eles estiveram no local depois de realizar uma cobertura jornalística no município e, logo em seguida, fazer imagens da manifestação dos caminhoneiros contra o aumento da gasolina que chegou ao seu quinto dia. O repórter Paulo Ricardo Sobral, o cinegrafista Lucimário Sousa e o auxiliar Luciano José foram surpreendidos por um grupo em motos e vans.


Em contato com a produção, o jornalista detalhou os momentos de tensão e, temendo mais agressões, pediu que a polícia fosse acionada para fazer a segurança da equipe. “Hostilizaram a gente. Bateram no nosso carro. Não querem que a gente pare. Disseram que se a gente não passasse iam quebrar tudo. Eles disseram que não querem a nossa presença aqui. Não consegui nem fazer nada pelo celular porque foi bem tenso. Atacaram a gente. Quiseram agredir os meninos e pegar nosso equipamento. Foi muito tenso, muito mesmo”, narrou Paulo Ricardo Sobral.
O trabalho, como a captação de imagens e depoimentos, que já haviam sido feitos e deveriam ser reproduzidos no GRTV 1ª Edição, ao meio dia, de hoje, foram todos apagados de forma agressiva. “Obrigaram a gente a apagar todas as imagens que tinhamos feito. Disseram que não poderíamos voltar por aqui se não eles incendiavam nossos carros e nossos equipamentos. Eles bateram valendo no carro, algumas partes ficaram danificadas. Eles vieram atrás da gente numa moto em carros e numa van. Juntou uns 10. Obrigaram a gente a apagar tudo que tinha gravado. Até o do meu celular. Eles estão seguindo a gente ainda. Não sei o que fazer. Não podemos voltar”, completou o jornalista.

Caminhoneiros negam que tenha sido o movimento

De imediato, um integrante do protesto que acompanhava o Nossa Voz entrou em contato com o programa e disse que as agressões não partiram da classe caminhoneira e que o movimento é pacífico. O caminhoneiro Orlando, como se identificou por telefone, conta que não estava no momento, mas que os 100 motoristas de caminhão que estão na área estão em comunicação. “Isso não tem nada a ver com a nossa manifestação. Não foi caminhoneiro que fez isso aí. Lá tem muita gente, mototaxistas, vans e Ubers. Isso foram baderneiros. Não estamos aqui para hostilizar ninguém, estamos aqui em busca de nossos direitos”, explicou.

Neste momento, a Polícia Rodoviária Federal está a caminho do local para fazer a segurança da equipe.

O Sistema Grande Rio de Comunicação, através da TV Grande Rio e da Rádio Grande Rio FM acompanha o movimento desde o início, há cinco dias, e deu toda a visibilidade precisa ao ato, destacando a luta da classe pelo aumento dos combustíveis em todo o país.

Grande Rio FM
            

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